Constelação Familiar – Transtorno do Pânico (II)

19Este texto faz parte de uma série de textos que irá explicar um pouco como uma Constelação Familiar Individual é realizada.

A história será contada de uma maneira resumida.

Cliente me procurou, por viver há muitos anos fazendo tratamento para crises de Ansiedade e Transtorno do Pânico.

Fiz alguns questionamentos referente ao sistema familiar e seus pais. Pessoa me contou os detalhes e depois de colher as informações necessárias, informei que iriamos experimentar as possibilidades nesta Constelação.

Como cliente trouxe diversos elementos, eu fiquei pensativa sobre como iniciar a constelação, uma vez que ela tinha algumas hipóteses e isso me fez pensar que talvez não fosse o caminho correto.

Peço que a cliente escolha um boneco para representar ela e um boneco para representar o sintoma, ou seja, o Transtorno do Pânico.

Iniciamos os movimentos e peço que ela me diga se existe alguma pessoa excluída no sistema familiar dela. Ela conta uma história de sua mãe. Experimento colocar essa pessoa que foi excluída, mas não ocorreu nenhuma mudança no sistema. Tiro o boneco que representava essa exclusão.

Novamente a pessoa me conta uma história relacionada ao seu pai, mas descarto essa hipótese, pois o pai faleceu há poucos anos, não tendo relação com o inicio do transtorno do pânico.

Conforme alguns movimentos vão se revelando, o boneco que representa a cliente fica olhando para uma determinada direção, e novamente pergunto se existe alguma história do passado de alguém que não pertencia mais a família.

Posteriormente, a cliente me conta uma história que diz respeito a sua adolescência. Momento esse em que ela engravidou, mas por força da família, não pôde levar a gestação adiante.

Posiciono um boneco que represente essa exclusão, e a cliente emociona-se e diz sentir uma força incontrolável de ir em direção a esse boneco.

Fazemos alguns movimentos, dizemos algumas frases e incluo outros bonecos no sistema, que diz respeito a outro filho que é vivo. Desta maneira, ela olha para os dois filhos e sente-se plena, pois pode colocar os dois filhos no lugar deles em relação a sua própria vida.

Restabelecemos a ordem neste sistema, incluindo quem havia sido excluído e colocando os membros da família em seus devidos lugares.

Ela refere sentir-se completa e finalmente em paz.

Encerro a constelação.

Obs: Lembrando que a Constelação Familiar não tem intenção de curar ou “livrar” ninguém de seus problemas ou questões, ela tem por objetivo trazer a luz ao problema, e permitir que o constelado pense a respeito e tome as decisões que melhor lhe convirem a partir deste processo.

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